2021 e os negócios no Brasil: setores deverão se unir para garantir retomada das atividades

Adonai Arruda

A virada do ano está chegando e a impressão que se tem é que muda-se ano e a pandemia acaba. No entanto, o que estamos vendo é uma realidade completamente diferente. Com a chegada de uma segunda onda – sem nem termos saído da primeira – e uma possível demora da vacinação em massa, a economia do país promete enfrentar grandes dificuldades também em 2021. Por isso, a pergunta que deve ser feita é: o que estamos fazendo para enfrentar essa situação? Como empresas, setores, indústrias, estão se preparando para o novo ano, também pandêmico?

É claro que, depois de tanto tempo, já há sinais claros e evidentes de recuperação nos mais diversos setores. Mas é inegável que a pandemia nos trouxe diversas reflexões no que diz respeito não só às questões de negócios, mas também sobre as relações humanas. E, partindo desses pressupostos, como empresários, é preciso que façamos o questionamento sobre o quanto conseguiremos estar prontos para 2021.

E digo isso no plural pois uma das grandes lições que muitas empresas tiraram desta pandemia foi a importância da união. Diversos setores experimentaram negociações, novas possibilidades e a prova de que quando nos articulamos conseguimos mais espaço e mais possibilidades. Estamos falando de diversos setores, como os da saúde, de alimentos e bebidas, do comércio, de serviços de limpeza e de terceirizados num geral. Estas últimas categorias, inclusive, tiveram um significativo reconhecimento do mercado e da sociedade como um todo, afinal, é um setor – o do asseio e conservação – que atua com profissionais de extrema relevância para a contenção da disseminação do vírus.

O fato é que empresas e trabalhadores se viram num fogo cruzado no que diz respeito ao respeito às normas sanitárias e a saúde dos seus negócios – e a mental – e ficaram à mercê de ações nem sempre eficazes neste 2020. Com isso, entidades como Conselhos, Sindicatos, Federações, Associações ganharam espaço na luta por políticas públicas que considerassem ambos os lados. Foi um movimento pautado pela representatividade e que em muito significou para que a economia não parasse.

O sindicato das escolas particulares, por exemplo, teve ação significativa no retorno às atividades dentro das possibilidades e de rígidos critérios. As Federações e Associações de comerciantes também estiveram à frente de importantes negociações, assim como o setor de serviços terceirizados, que inclusive lançou uma campanha a nível nacional intitulada #SomosEssenciais, reforçando a importância que trabalhadores como limpadores, zeladores, coletores urbanos, e diversos outros possuem.

O fato é que a representatividade ganhou novos contornos em 2020 e é preciso que os empresários reconheçam este valor e que, nesta virada de ano, esse movimento seja reforçado, com cada vez mais possibilidades de crescimento econômico.